terça-feira, 14 de maio de 2013

Venha ver o pôr-do-sol - Lygia Fagundes

Imagem retirada do blog: Amigos da Leitura.


 Raquel e Ricardo são ex-namorados. ele nunca se conformou com o término do namoro,pois ela trocou-o por um homem mais velho, porém mais rico e sabendo que Raquel era uma mulher que gostava de aventuras, convidou-a para um último encontro, para ver o último pôr-do-sol em um cemitério abandonado  de um vilarejo.
   Ela vai de táxi, anda vários metros a pé, pois o chão é um barro e o carro não chega até lá. Começam a conversar e Ricardo leva-a para dentro do cemitério, de braços dados, contando histórias antigas de ambos.A moça estava com muito medo, no caminho Ricardo contava-lhe uma história de sua prima, que o amava, mas não era correspondida, então faleceu com os quinze anos.
 Após Raquel dizer que tinha um namorado rico, que fazia tudo o que ela queria, o ódio o consome, mas ele se controla. Vão visitar o túmulo da prima de Ricardo. Chegam ao túmulo, Ricardo pede para que Raquel observe o quanto a prima era bonita, compara a duas, para logo depois irem embora. 
  Eles foram até uma capelinha, estava escuro, mas Raquel acende um fósforo alimentando ainda mais o ódio de Ricardo. Ela lê a inscrição no túmulo da prima e faz umas contas matemáticas: Maria Emília  nascida em 1892 e falecida ao quinze anos e... Mas ela jamais poderia ser sua namorada... ela olha para trás, vendo Ricardo com as chaves do túmulo na mão e rindo.Ela gritava com a tentativa de que alguém a escutasse, mas só havia os dois ali. Ricardo fecha o portão, e a moça continuava a gritar, até que ninguém mais a ouviu.

 clique para ler o conto

Poema acerca do texto " Curumim Poranga "


                                                               imagem retirada do site bibliotecadaleitura.blogsppot.com




Índio Curumim



Liguem a internet e comecei a navegar


Encontrei um  índio de Manaus 
Que comecei a conversar.

Ele tinha minha idade 
Seu nome era Curumim. 
Não era seu nome de verdade, 
Mas sua mãe te chamava assim.



Queria que ele me ensinasse língua do tupi. 


Ele me falou varias palavras,
 E não acreditei quando li ,
Por que era palavras que eu usava.



Varias palavras, 


Palavras que reconheci 
Viu como fala tupi?









Obras de Lygia Fagundes Telles

Porão e Sobrado, contos, 1938
Praia Viva, contos, 1944
O Cacto Vermelho, contos, 1949
Ciranda de Pedra, romance, 1954
Histórias do Desencontro, contos, 1958
Verão no Aquário, romance, 1964
Histórias Escolhidas, contos, 1964
O Jardim Selvagem, contos, 1965
Antes do Baile Verde, contos, 1970
As Meninas, romance, 1973
Seminário dos Ratos, contos, 1977
Filhos Prodígios, contos, 1978
A Disciplina do Amor, contos, 1980
Mistérios, contos, 1981
Venha Ver o Por do Sol e Outros Contos, 1987
As Horas Nuas, romance, 1989
A Noite Escura e Mais Eu, contos, 1995
Biruta, contos, 2004
Histórias de Mistérios, contos, 2004
Conspiração de Nuvens, contos, 2007
Passaporte para a China, contos, 2011

Quem é Lygia Fagundes Telles ?

Lygia Fagundes Telles nasceu na capital paulista, em 19 de abril de 1923.Filha de Durval de Azevedo Fagundes, advogado, passou sua infância em várias cidades do interior, onde seu pai era promotor. Sua mãe, Maria do Rosário Silva Jardim de Moura era pianista. Seu interesse por literatura começou na adolescência. Com 15 anos publicou seu primeiro livro, "Porão e Sobrado".  O estilo de Lygia é caracterizado por representar o universo urbano e por explorar de forma intimista, a psicologia feminina.
Imagem retirada do blog da Unifesp TV.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Índios no Brasil - Quem são eles?

Esse vídeo mostra a relação da população indígena com as grandes cidades.
           Sempre pensei eram os que moravam em aldeias dentro de ocas,cantavam,dançavam e se pintavam para rituais.Mas depois do documentário,pude perceber que não , que isso seria uma ''ignorância'' das pessoas.
           Eles não moram somente em aldeias,agora também moram nas grandes cidades,tendo os nossos mesmos hábitos.
           Temos grandes influências indígenas tanto artesanal como no vocabulário.Os índios não bichos,só tem costumes,religião diferente de nós.
           Depois desse documentário,minha visão com o índio mudou.

Música - ''Baila Comigo'' de Rita Lee - Acerca do livro ''Ekoaboka''


''Se Deus quiser, um dia eu quero ser índio
Viver pelado, pintado de verde num eterno domingo

Ser um bicho preguiça e espantar turista

E tomar banho de sol, banho de sol, banho de sol, sol


Se Deus quiser um dia acabo voando
Tão banal, assim como um pardal, meio de contrabando
Desviar de estilingue, deixar que me xinguem
E tomar banho de sol, banho de sol, banho de sol, banho de sol
Baila comigo, como se baila na tribo
Baila comigo, lá no meu esconderijo

Se Deus quiser um dia eu viro semente
E quando a chuva molhar o jardim, ah, eu fico contente
E na primavera vou brotar na terra
E tomar banho de sol, banho de sol, banho de sol, sol

Se Deus quiser um dia eu morro bem velha
Na hora "H" quando a bomba estourar quero ver da janela
E entrar no pacote de camarote''



Eu e meu trio escolhemos esta música com base no capítulo 4, quando Alex faz o ritual no seu aniversário. Onde se pinta e fura a orelha com dente de tigre .

Soneto baseado no livro ''Ekoaboka''

FLORES MARRONS 

Sentia o sono chegar 
Com inveja dos demais 
Que dormiam e não iam acordar.

Ouvirá alguém te chamar
E correra até alcançar
Quem gritava seu nome sem parar
Até conseguirá em chegar.

Eram flores marrons 
Flores feias que nunca tinha visto
Flores sem cor,sem juízo 
Cor de flor não é isso.

E ou tardar no outro dia.
Ouvirá o que o guerreiro dizia
Tupã te perdoa,e morrerá no mesmo dia .

Resposta para carta de Chantal - baseada no livro Ekoaboka

São Bernado do Campo, 20 de março de 2013

Querida Chantal,

   Amiga!Essa viagem foi sensacional (risos)!Do jeito que eu te conheço bem.achei que você odiaria ficar no meio do nada,em um barco-casa durante três meses.
   Você que odeia animais,caiu logo na amazônia cercada de insetos e animais da floresta e ainda mais, apaixonada por um índio !?
   Chantal, quem diria,logo você apaixonada.Percebi pela carta que você gosta mesmo desse tal de Catu.Pode parando com esse sofrimento,viu mocinha?Daqui 122 dias,você vai ver ele novamente certo?
   É!Você tem sorte ''CHANCHAN'' se apaixonou de verdade por alguém .Fico feliz por você.Deve ter sido bem difícil pra você se despedir dele,mas vocês vão se ver de novo e o amor de você irá aumentar cada vez mais.Deve ser lindo vocês dois juntos ...
   Daqui duas semanas eu chegarei ai.Ainda estou em Cancun com meu pai.Estou com saudades de você,e estou levando presente para todos.
   Fica bem , se cuida e depois me conta tudo .
    Muitos beijos,

                                  Lorranny.

Resumo do livro "Ekoaboka - Jornadas na Amazônia"

  Esse livro conta a história de uma família que iria se juntar para comemorar as férias de verão na Amazônia.
     Tudo começa em 1972, quando Léo um biólogo, e seu amigo Babu, também biólogo,  vão para amazônia com o intuito de realizarem suas pesquisas em busca da cura da malária.
     Passado alguns anos Léo tive que voltar para Amazônia.Passaram seus próximos três meses de férias de verão,em um barco-casa chamado Vitória-Régia nas margens do Rio Negro.
     Marina, sua esposa de Léo, era fotógrafa, estava em Milão trabalhando e era  de lá onde vinha para passar as férias.
     Léo teve Alex de outro casamento .Txai o seu filho mais novo , que teve com Marina e sua enteada Chantal. Ele buscou a família no aeroporto e os levou para o barco-casa.
     Alex, o mais velho, tinha muitas expectativas para com essa viagem, pois adiou o vestibular para o meio do ano para poder viajar com sua família. Txai,o mais novo, estava adorando a viagem,a paisagem os bichos seu novo ambiente.Já Chantal a mocinha ,que apenas 14 anos não parava de reclamar, não tinha seu próprio quarto e como não tinha suas amigas para desabafar, escrevia tudo em seu ''Diário Super Secreto'' suas insatisfação de estar ''no meio do nada''.
      Em uma caminhada pela floresta, Alex ouviu alguns sons e por trás das árvores foi ver o que era,assim avistou alguns índios fazendo um ritual.Logo em seguida perguntou a Babu se haviam aldeias por ali.Babu disse que havia uma sim chamada  aldeia dos abakêbyra, e sugeriu a Alex uma visita à tribo. 
       Chegando lá,Alex fez amizade com o Cacique Apoena e com um jovem índio chamado Catu, que tinha sua   mesma idade (dezessete anos) e que iria viver um pequeno romance com sua irmã Chantal.Catu ensinou Alex a usar o arco e flecha, caçar, pescar e viver como um índio.

       A partir de um sonho enviado por Tupã, à mãe de Catu, recebe a missão de entregar flores marrons a Chantal.Essas flores representaram o fim da pesquisa de Léo e Babu elas eram o último elemento que faltava para que eles finalizassem a vacina para a cura da malária.
       Descoberta a vacina a família foi embora para o Rio. Babu permaneceu no barco-casa e Alex na aldeia dos abakêbyra até o meio do ano.